O exame do CREMESP detonou 61% dos estudantes (1)…

10/Dez/2008

O resultado do exame do CREMESP [ CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DE SP ], prova facultativa aplicada pelo conselho nos estudantes concluintes de medicina do estado de SP,  novamente volta a preocupar pela reprovação de 61% dos inscritos, pela primeira vez desde que o exame foi instituido, o número de aprovados foi menor do que os de reprovados e isso é uma constatação preocupante  de que nossas faculdades de medicina estão falhando em formar médicos capazes de  obter  a aprovação em uma avaliação  teórica com questões de áreas básicas da medicina  !  (pelo menos nessa amostra de candidatos,  a maior parte NÃO foi capaz de alcançar média mínima para passar para a segunda etapa do exame !  Será só isso mesmo ? ou será um recado de que nossos novos colegas de profissão estão saindo de suas faculdades com deficiências sérias em áreas básicas da medicina: medicina interna (clínica médica), cirurgia geral, pediatria e gineco-obstetricia, com consequências  deletéreas para o atendimento médico à população, visto que a grande maioria dos recem-formados, que não conseguem entrar para a residência médica (especialização sob forma de treinamento e exercicio da medicina sob supervisão), são os  que  terminam ocupando vagas nos plantões de emergência e/ou  no PSF  (programa de saúde da família).  Isso sem falar nos que se aventuram em empregos no setor privado em “cliniquetas” muitas vezes de propriedade de intermediários da medicina NÃO médicos, os quais exploram o trabalho médico ou aqueles que encaram atividades profissionais  no interior.

O exame do Cremesp foi criado nos moldes do exame da OAB, este sim ,  é usado todos os anos para habilitar  os  advogados a exercer sua profissão, o qual por sinal tambem  evidencia um quadro semelhante no que se refere ao desempenho dos alunos concluintes, visto que o índice de reprovação tambem é alto, isso será a ponta de um “iceberg” de uma realidade do ensino superior como um todo?  O que dizer das outras escolas médicas no nosso caso específico, já que sabemos que justamente é em SP que encontramos Universidades conceituadas e importantes no cenário nacional, tais como USP, UNIFESP e UNICAMP e como avaliar especificamente os cursos médicos, pois só temos disponivel a  avaliação global  do MEC de nossas universidades por instituição individualizada e só podemos nos basearmos por ela (agora o MEC está divulgando uma espécie de ranking das instituições, após a avaliação de 2008 , o MEC resolveu monitorizar 17 universidades que se sairam  muito mal na avaliação, ficaram “na zona do rebaixamento” e  ficarão sendo supervisionadas pelo ministério  a fim de que procurem melhorar sua qualidade de ensino sob pena de perderem o seu credenciamento. junto ao MEC.  Bem pessoal,  [ se a graduação encontra-se assim, como estará então  a pós-graduação, a pesquisa e a extensão??? ]…

Continua

Saiba mais :

Exame Cremesp- 2008



A neurocirurgia :

10/Dez/2008

A neurocirurgia a que me submeti foi a técnica posterior de descompressão medular, indicada para os casos como o meu com mais de 3 níveis  (C3 a C7) de  comprometimento medular, seguido de  laminoplastia após laminectomia. A cirurgia começou às 7:30hs do dia 10/03/08 no Hosp. UNIMED de Natal  e terminou às 18:30hs. Não houve intercorrências graves, exceto a necessidade de transfusão sanguínea já esperada pela equipe médica como sendo uma necessidade inerente ao tipo de cirurgia. Após a intervenção fui enviado ao CTI para o pós-op. imediato…


Pré-operatório :

18/Out/2008

Eu resolvi fazer a neurocirurgia na minha bela cidade Natal-RN (cidade do sol), o meu amigo de turma de medicina neurocirurgião Zeigler de Araújo Fernandes (amigão do peito dos tempos de ralação na faculdade) disse que nos grandes centros os cirurgiões mais famosos só fariam a minha cirurgia se fosse particular e só a fixação de titânio sairia em torno de cinquenta mil reais e em caso de não aceItação pela multi fabricante do valor pago pela UNIMED-Maceió a neurocirurgia sairia por no mínimo cem mil reais ?  Zeigler disse que eu poderia operar em Natal, o Dr. Julimar Nogueira ortopedista da equipe temuma experiência de dez anos em Sampa e havia retornado a Natal, recentemente, após ter passado um ano na Alemanha e estava bastante atualizado na técnica cirúrgica indicada. Como eu apresentava uma compressão medular importante e extensa de C3 a C7 com a medula em algumas áreas como uma fita bastante comprimida  na imagem da ressonancia magnética com 4 hérnias de disco e osteo-artrose significativa no segmento cervical (para quem não sabe a medula espinhal tem a forma cilindríca como um palmito), eu sabia que a cirurgia seria arriscada em qualquer lugar do mundo com grande risco de lesão medular pela própria descompressão posterior da mesma para salvá-la. Assim fui para Natal de uti aérea.da UNIMED  com grande incerteza quanto ao meu futuro…


Evolução antes da neurocirurgia :

20/Set/2008

Por mais incrível que pareça somente apresentei sinais e sintomas neurológicos depois de um mês após a queda com diminuição da força muscular nos membros inferiores sob a forma de uma paraparesia espárstica e alteração da marcha, nos membros superiores havia, inicialmente, uma diminuição de força só perceptível no exame neurológico à esquerda e uma intensa parestesia em mão esquerda. Havia sinais de liberação piramidal nos quatro membros, tais como : hiperreflexia generalizada, Babinski e Hoffman bilaterais,  indicando uma lesão parcial cervical no corno anterior motor da medula, por isso a tetraparesia e não a tetraplegia – graças a Deus-  :-) . A imagem da ressonância era de arrepiar com um comprometimento extenso de c3 a c7 com uma importante compressão da medula, quatro hérnias de disco e para surpresa de todos uma osteoartrose em toda coluna cervical aos 45 anos de idade ( provável quadro hereditário ?? ), “em resumo uma coluna de 70 aos 45 anos” e foi um achado por causa da inesperada queda”. Em outros posts detalharei o pós-operatório e a reabilitação aqui no Hospital Sarah de Salvador.